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Monday, July 24th, 2017

 

Polícia inviabiliza manifestação pacífica em Bissau

RFI (Bissau, 24 de Julho de 2017) – inconformados de concretizar a manifestação pacífica de protesto que pretendia levar a cabo no sábado em Bissau.

A ativista Nelvina Barreto, da organização Mindjeres di Guiné Nô Lanta, que integra o MCCI, contou à imprensa que “a manifestação foi desconvocada, porque recebemos informações de que teriam sido dadas instruções para agredirem os principais promotores da marcha. (Então), por uma questão de prudência, decidimos desconvocar a marcha”, referiu.

Ela confirmou, por outro lado, a manutenção para sábado, 29 de julho, convocação de uma nova marcha em Bissau: “enviamos uma carta para o ministério do Interior e para o comissariado geral da polícia a informar que a marcha para dia 29 se mantém e não não vemos razões legais para que o governo da Guiné-Bissau impeça que esta se realize”.


40 por cento do programa escolar ficou por cumprir no setor público – Associação de pais

Lusa (Bissau, 24 de Julho de 2017) – O presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos alunos da Guiné-Bissau, Armando Correia Landim, afirmou que «40% do programa escolar ficou por cumprir este ano letivo devido às greves dos professores».

O ano letivo nas escolas públicas da Guiné-Bissau em condições normais deveria ter terminado no passado mês de junho, mas, devido às greves dos docentes, o Ministério da Educação decidiu prolongá-lo até 28 de julho.
Armando Correia Landim disse que «mesmo com esta engenharia, que é o mal menor, perante a alternativa das passagens administrativas, cerca de 40% do programa previsto não vai ser cumprido».

Fonte do Ministério da Educação revelou que estavam programados 173 dias úteis de aulas, mas logo a abrir o ano, em setembro, deu-se uma greve geral dos professores que decorreu durante 49 dias que motivou um reajuste da programação para 139 dias – os professores voltaram a realizar uma greve geral em maio durante 16 dias.

Para cumprir com os 139 dias previstos, o Ministério da Educação «viu-se obrigado a estender por mais um mês o ano letivo», explicou a fonte.

Em jeito de conclusão, Armando Correia Landim afirmou ainda que nos outros países da sub-região africana são gastos cerca de 20% do orçamento no setor da Educação e na Guiné-Bissau a cifra não ultrapassa 11% e defendeu que «esta situação leva a que os professores estejam sempre em greve, com salários em atraso, mesmo quando o governo afirma não ter dívidas com eles, como é o caso atual».


Trabalhadores do Porto de Bissau contra privatização

RFI (Bissau, 24 de Julho de 2017) – O Sindicato dos Trabalhadores do Porto de Bissau opõem-se à privatização desta infrastrutura anunciada em meados de julho pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Fidélis Forbs que, na altura, referiu que uma empresa francesa e outra filipina estavam interessadas, tendo garantido que a empresa escolhida deveria pagar a dívida de 5,9 milhões de euros à portuguesa Tertir que geriu o porto entre 1992 e 1999.

Ivo Cá, presidente do sindicato da APGB ameaça tirar os trabalhadores à rua se o Governo insistir na ideia e pede ao Presidente José Mário Vaz para que trave a iniciativa.

A intenção de ceder a gestão e exploração do principal porto comercial da Guiné-Bissau a um investidor que tenha capital para requalificar a infra-estrutura já é antiga, mas com o relançar do processo feito pelo actual Governo, os ânimos exaltaram-se entre o executivo e os trabalhadores.

O governo, representado no processo pelo ministério dos Transportes, diz que o porto tem que ser entregue a um gestor privado, que tenha capital e conhecimentos de gestão que possa operar uma série de mudanças na infra-estrutura, desde logo um investimento robusto de dinheiro para dragagem e sinalização dos canais de navegação para barcos e navios de grande calado.


UNTG ameaça convocar nova paralisação  para exigir cumprimento de memorando de 2016 

ANG (Bissau, 24 de Julho de 2017) – A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) admite a possibilidade de avançar com uma greve nos próximos dias 8 a 10 de agosto, para exigir o cumprimento de um memorando assinado pelas partes em dezembro de 2016, que inclui a aplicação de uma nova tabela salarial a partir deste mês de julho.

Para já, o secretário-geral da organização, Estêvão Gomes Có, disse que um pré-aviso de greve de três dias está para ser entregue ao governo esta semana, uma vez que o salário em vigor não dignifica os servidores do Estado e que a situação piorou com a subida de preços dos produtos da primeira necessidade, limitando de antemão, a capacidade de compra dos trabalhadores.


Antigo MNE nomeado novo representante permanente da Guiné-Bissau na ONU

Lusa (Bissau, 24 de Julho de 2017) – O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Fernando Delfim da Silva, foi na sexta-feira nomeado novo representante permanente da Guiné-Bissau nas Nações Unidas, refere decreto presidencial citado nesse dia pela agência Lusa.

O documento, assinado pelo Presidente José Mário Vaz, regista, citamos: “é o senhor Fernando Delfim Silva nomeado representante permanente da República da Guiné-Bissau junto da Organização das Nações Unidas”. Este, que vai agora substituir no cargo o embaixador João Soares da Gama, chefiou a diplomacia guineense duas vezes e foi também ministro da Educação.

Formado em filosofia na antiga União Soviética e ex-dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Fernando Delfim da Silva era professor numa escola em Bissau e comentador político em vários órgãos de comunicação social do país.

Fernando Delfim da Silva nomeado novo representante permanente da Guiné-Bissau nas Nações Unidas,


Guiné-Bissau organiza próximo congresso da Educação Ambiental da CPLP

Lusa (Bissau, 21 de Julho de 2017) A Guiné-Bissau foi eleita hoje país organizador do V Congresso de Educação Ambiental dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), a realizar em 2019.

A decisão foi tomada no IV Congresso de Educação Ambiental, cujos trabalhos terminam hoje na ilha do Príncipe.

Quatro países concorreram à organização do próximo congresso – Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Os dois primeiros acabaram por retirar as suas candidaturas.

O presidente da Rede Lusa da Guiné-Bissau, Fernando Saldanha, considerou a “vitória” do seu país como “uma mensagem não só no domínio ambiental, mas, sobretudo, no domínio político”.

“Para que possamos organizar um congresso na Guiné-Bissau, o país tem de estar estável politicamente, tem de cumprir normas democráticas. Essa mensagem [que] nós sentimos, vamos levá-la para as nossas autoridades”, disse Fernando Saldanha.

Fernando Saldanha promete mostrar aos delegados ao próximo congresso “a espetacularidade que a natureza oferece”.

Em declarações à agência Lusa, o chefe da delegação de Angola ao congresso no Príncipe, César Mário Cassule, afirmou que este país pretende colher experiências dos outros membros da comunidade, tendo em conta que o processo de educação ambiental é um dos grandes desafios do Governo nos últimos anos.

Karélia da Costa, da mesma delegação, disse que Angola tem feito progressos no que respeita à “conscientização ambiental”, que considera como “uma das prioridades”.

As autoridades educativas têm realizado ações que passam pela produção do “Manual do Ativista Ambiental” e promovido jornadas e feiras ambientais no quadro do Programa de Educação, Formação e Consciencialização Ambientais (PEFCA).

Adriana Mendonça, diretora nacional de Educação de Cabo Verde, na intervenção em que deu a conhecer algumas ações de educação ambiental realizadas nas escolas, sublinhou, em particular, a importância da educação pré-escolar.

O objetivo deste congresso foi refletir sobre alguns dos principais problemas ambientais da atualidade, à escala global e no contexto de São Tomé e Príncipe, e sobre a importância de que se reveste o ensino experimental enquanto processo promotor de aprendizagens e facilitador de interpretação de fenómenos naturais e riscos ambientais.


French and Filipino firms submit bids to operate Bissau port

BISSAU, July 24 (Reuters) – French firm Necotrans and the Philippines’ International Container Terminal Services submitted bids on Monday to operate Guinea Bissau’s main port, the transport minister said, as the government looks to cede control to a private operator.

The main port in the capital Bissau, which is small and can only be serviced at high tide by some cargoes, has been operated by a state agency ever since the government stripped Portugal-based operator Tertir of the concession rights in 1999.

“The French company Necotrans and the Philippines’ ICTSI are neck-and-neck to exploit the commercial port of Bissau,” Transport Minister Fidelis Forbes told reporters in Bissau. The government will select the operator next month, he said.

The winner of the contract will also pay the 5.9 million euro ($6.9 million) debt the government was ordered by an arbitrator to compensate Tertir for breaking its contract, Forbes said.

A former Portuguese colony, cashew-producing Guinea-Bissau has been plagued by repeated coups since 1980 that have spawned political instability and helped make the West African country a haven for South American cocaine traffickers.

$1 = 0.8595 euros Reporting By Alberto Dabo; Writing by Aaron Ross; editing by Susan Thomas